Beiraja

Rota do Trabalhador

No passado Sábado, dia 1 de Maio, teve lugar na aldeia do Vale da Senhora da Póvoa a Rota do Trabalhador.

Este foi um evento de partilha de histórias pela população local, que contaram as suas experiências de trabalho passadas, bem como a forma como se vivia o trabalho na aldeia, à época.

Primeira foto de grupo

Iniciámos no forno comunitário da aldeia, onde fizemos um pequeno briefing inicial e introduzimos a temática do Dia do Trabalhador, com um enquadramento da realidade da época passada e do aspecto da Serra d’Opa, que nos servia de fundo.

De seguida caminhámos pela aldeia até ao encontro com o Joaquim Diamantino, um dos raros proprietários de um burro actualmente, que ainda faz vida agrícola com ele. Passou-nos experiência, relatou as utilidades dos animais antigamente, como se trabalhava com eles e ainda nos deixou subir à sua carroça, bem como mimar o burro (Chico de nome) com cenouras que o deixaram bastante alegre.

Interacção Beir'Aja - animal

Feito o enquadramento com a vida agrícola de outrora, visitamos de longe a ruína de um importante lagar da aldeia para logo de seguida sermos levados ao lagar do falecido Sr. Vaz. Apesar do início das obras de remodelação, a D. Maria do Rosário faz-nos uma pequena visita guiada para nos dar a conhecer a operação de um lagar, que neste caso preserva ainda muito do funcionamento tradicional.

Nesta fase já sabemos muito da vida rural de uma aldeia que hoje quase não emprega pessoas, mas vamos ao encontro da D. Saudade, de 89 anos, que nos passa o seu testemunho de uma vida de atendimento ao público, desde os 9 anos de idade. Proprietária de vários estabelecimentos de comércio ao longo da vida, é ao lado do último que teve que nos conta o que vendia, como vendia e comprava, bem como imensas preciosidades que alguém que serviu uma comunidade durante a vida tem para nos presentear. Já estamos de sorriso no rosto.

Para compararmos a vida de antigamente – que nos preenche o imaginário – com os tempos actuais, vamos ao Churrasquinho do Vale conhecer o único estabelecimento aberto hoje em dia, para ouvir o Tó Pires e beber um cafézinho. Não fosse a caminhada ter um piquenique prometido, já estariam encomendados os pratos do dia!

Terminam os testemunhos, mas a nossa Rota do Trabalhador ainda vai a meio. Vamos pela aldeia até à fonte dos namorados, onde nos espera a Marta com os brindes que o primeiro grupo da Beir’Aja mereceu. São sacos com o conteúdo do lanche, que deverão ser transportados até ao topo da Serra d’Opa. Vida de trabalhador!

A subida é íngreme e demorada, mas orgulhosamente superada por todos, que merecem na antiga mina do Dr. Jaime Lopes Dias um refrescante golo de água de nascente. Lá, voltam a dar asas à imaginação pela profundidade do túnel, que outrora extraiu Volfrâmio das grossas paredes de Xisto e Granito.

Com a mina conhecida e novo vislumbre da panorâmica que a Serra d’Opa tem para oferecer, são percorridos os últimos metros rumo ao marco geodésico, que nos serve uma vista de 360º sem obstáculos, para melhor degustarmos o conteúdo dos sacos.

Provamos pão de quartos e bica da padaria do Terreiro das Bruxas, queijo de mistura e queijo de ovelha da Queijaria da Benquerença, bem como chouriço e salpicão da Charcutaria Alves, do Sabugal. A acompanhar temos Mel de Rosmaninho da SerraMel e doces variados Beirabaga. A regar, um tinto Quinta dos Termos, de 2017. Podemos dizer que comemos, bebemos, e tivemos a proveniência literalmente debaixo de olho!

Seguiu-se uma foto de grupo, a descida e uma feliz despedida com votos de regresso, numa futura oportunidade.

A Beir’Aja despede-se, apresentando desde logo o próximo evento para grupo, a 22 de Maio: Caminhada em Redor da Barragem do Meimão.

Os detalhes para esta caminhada, bem como para inscrição, podem ser conhecidos carregando no botão em baixo.

Bem haja, e…



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